VW Passat – modelo antigo


Inspirado em uma corrente de ar que sopra sobre a Europa de leste para oeste, o VW Passat foi lançado na Alemanha em 1973, entrando no mercado brasileiro no ano seguinte. Criado pelo designer italiano Giorgetto Giuiaro, o conhecido modelo do VW Passat é chamado de fastback, ou dois volumes e meio, já que a parte traseira não é proeminente como em um sedã nem recolhida como em um hatch.

Os primeiros modelos do VW Passat em terras brasileiras foram lançados em junho de 1974 nas versões básica, luxo e super luxo. Em comum, a tração dianteira, a refrigeração a água e o motor 1.5 com 65 CV. Não demorou para que o Passat tornasse-se o novo xodó da classe média naquela época. No final deste ano a versão quatro portas apareceu, mas as baixas vendas fizeram o modelo ter vida curta.

Em 1976 houve a consolidação da marca Passat entre os sedans médios. A versão TS com motor 1.6 tinha detalhes “transados” à época, como faixas laterais e conta-giros no painel. Além dos jovens, o VW Passat queria conquistar a família e por isso as versões L e LS 3 portas foram lançadas. A grande tampa traseira e a ampla capacidade de carga com os bancos traseiros rebatidos (até 1010 litros) foram os principais diferenciais.

Já em 1978, houve o lançamento daquele que foi durante muito tempo o carro mais luxuoso da Volkswagen: o Passat LSE 1.6. Os caprichados detalhes internos e o ar condicionado, o máximo de luxo à época, faziam desta versão o sonho de consumo de muitos fãs. Uma versão mais acessível, o Passat Surf, tinha cilindragem um pouco menor – 1.5 – e alguns detalhes mais joviais como o para-brisas verde e bancos com desenhos vermelhos e azuis.

Em 1979 o Passat sofreu sua primeira mudança estilística: os faróis redondos, quase uma marca registrada, foram substituídos por modelos retangulares e os pisca-alertas (ou setas) foram mudados de lugar, de uma pequena lanterna no para-choque para a lateral dos faróis, quase uma extensão deles. O estofamento mudou e o volante ficou menor e o primeiro Passat a álcool foi lançado.

Mais reestilizações foram implantadas em 1983 – havia um “padrão” de mudanças deste tipo de cinco em cinco anos. Os faróis ficaram quadrados, as setas voltaram ao local de origem e no lugar delas ao lado dos faróis, os chamados olhos-de-gato. Todos os modelos Passat agora vinham motor 1.6 de fábrica. Mais dois modelos: O GTS em substituição ao TS e o GLS.

Em 1984 houve uma grande mudança na nomenclatura dos modelos Passat. Os saudosistas agora sentirão lágrimas nos olhos: Passat Special, LSE Paddock, LS Village e GTS Pointer. Este último recebeu uma turbinada graças ao motor 1.8.

Já em 1985, as lanternas e o para-choque do Passat foram novamente modificados, além do painel. Internamente, o câmbio passava a ter cinco marchas, preparando o terreno para a mudança do motor no ano seguinte.

Em 1986, prestes a ter sua produção descontinuada, o Passat ganhou uma sobrevida graças a um excesso causado pela produção destinada à exportação para o Iraque; os modelos iraquianos excedentes foram vendidos aqui no Brasil e bem aceitos, mesmo sendo diferentes do gosto médio brasileiro. Mas como a VW já estava empenhada em lançar carros mais sintonizados com a época, não equipou estes Passat com mimos já comuns como vidros elétricos e direção hidráulica.

Em dezembro de 1988 foi produzido o último Passat. Nos 14 anos de produção, foram produzidos 676.819 Passat destinados ao mercado brasileiro. Muitos deles podem ser encontrados em feiras de automóveis, encontro de amantes do Passat ou modificados por fanáticos por carros tunados.

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